quarta-feira, 27 de março de 2013

Estudo indica que cirurgia nem sempre é melhor que fisioterapia para tratar do joelho




Para tratar de um rompimento do menisco ou artrite no joelho, a cirurgia não necessariamente é a melhor solução. A fisioterapia também pode dar bons resultados, segundo um estudo clínico publicado nos Estados Unidos.
"Nossas pesquisas demonstram que não existe um tratamento único e melhor, já que tanto as pessoas tratadas com fisioterapia como com cirurgia no joelho (artroscopia) apresentaram uma notável melhora", disse Jeffrey Katz, professor de Cirurgia Ortopédica da Escola de Medicina da Universidade de Harvard.
Katz é o principal autor do estudo publicado na revista New England Journal of Medicine e apresentado na conferência anual da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, reunida em Chicago.
"As pessoas que desejam evitar a artroscopia agora podem ter certeza de que a fisioterapia é uma boa opção", acrescentou, apesar de advertir que "nem todos podem alcançar uma melhoria significativa da condição do joelho sem cirurgia".
O estudo clínico foi realizado com 351 participantes com mais de 45 anos com ruptura do menisco ou osteoartrite de joelho. A metade foi selecionada ao acaso para se submeter à cirurgia e a outra metade recebeu semanas de fisioterapia. Depois de um período de seis a 12 meses, os pesquisadores avaliaram o joelho dos pacientes.
Mais de 450.000 artroscopias são realizadas todos os anos nos Estados Unidos, especialmente para o tratamento de lesões do menisco.
O custo desta intervenção é de cerca de 4.500 dólares em média em comparação com um máximo de 2.000 dólares por sessões de fisioterapia.
AFP
Em Washington
Fonte:http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2013/03/26/estudo-indica-que-cirurgia-nem-sempre-e-melhor-que-fisioterapia-para-tratar-do-joelho.htm?cmpid=cfb-saude-news&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline

quinta-feira, 21 de março de 2013

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Essa é nossa nova logo e em breve mais novidades!!!



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Dr. Igor Amorim do Couto

terça-feira, 19 de março de 2013

FORTALECER OS MÚSCULOS É IMPORTANTE PARA PROTEGER OSSOS E ARTICULAÇÕES

Além da musculação, pilates também é opção para exercitar a musculatura. Especialistas deram dicas de exercícios que podem ser feitos em casa.
Fortalecer os músculos é muito importante para a saúde já que eles são fundamentais para a funcionalidade do organismo. Além de melhorar o condicionamento aeróbico, ter a musculatura forte e resistente também protege os ossos e articulações e melhora o metabolismo.

No entanto, para que a musculatura traga todos esses benefícios, ela precisa ser exercitada. Uma das opções para gerar ganho de massa magra é a musculação que, comprovadamente, é uma atividade bastante eficaz também no ganho de massa óssea, além de oferecer menos riscos de lesões do que alguns esportes, como futebol, tênis e basquete. Porém, é importante sempre ter orientação profissional antes de iniciar qualquer atividade.

Mesmo aqueles que não gostam de ir à academia, podem utilizar equipamentos disponíveis em diversos parques da cidade. A maioria desses aparelhos tem a intenção de trabalhar os maiores músculos do corpo e são a opção apropriada para quem está começando a se exercitar e também para os idosos, que precisam ganhar massa magra.

Já aqueles que não gostam ou já enjoaram de fazer musculação, acabam recorrendo a outras atividades, como por exemplo, o pilates. Segundo a fisioterapeuta e professora de pilates Laura Proença, a principal função dessa atividade é definir a musculatura – para isso, os instrutores trabalham muito mais a resistência muscular do que a força. Além disso, no pilates, são feitas mais repetições com cargas mais leves, ao contrário da musculação, onde são feitas menos repetições com cargas mais pesadas, o que aumenta ainda mais a tonificação do corpo.

No pilates, os músculos do abdômen e costas são os mais exigidos, o que melhora a estabilidade do tronco e também alivia dores na lombar. Além disso, exercita também a respiração e fortalece o diafragma e o assoalho pélvico. Porém, como explicou a fisioterapeuta, existem dois tipos de pilates – com aparelhos ou no solo. A fisioterapeuta explicou alguns exercícios no solo que exigem muita consciência corporal e podem ser feitos em casa.

Por exemplo, para fortalecer as pernas e o abdômen, a dica é deitar com a barriga para cima, entrelaçar as mãos atrás do pescoço e, expirando e inspirando, levantar o tronco em direção às pernas, que ficam esticadas para cima - é o mesmo movimento das abdominais.

Existem também opções de exercícios com a bola, que podem ajudar no equilíbrio e na coordenação motora. Como mostrou a fisioterapeuta e professora de pilates Laura Proença, ao sentar na bola, a pessoa deve esticar os braços nas laterais, na altura dos ombros, e fazer uma rotação com o corpo para cada lado, sempre lembrando da respiração. Ao virar o corpo, a dica é levantar uma das pernas para ajudar no fortalecimento muscular.

Ainda bom a bola, a pessoa pode deitar com a barriga na bola e, com as mãos entrelaçadas atrás do pescoço, levantar o corpo para trás - como se fosse uma abdominal de costas.

Segundo os médicos, vale ressaltar que a falta de exercícios para os músculos implica na perda de massa magra e, consequentemente, no ganho de gordura.

Isso acontece porque o metabolismo diminui, ou seja, se a pessoa mantiver a mesma dieta, ela acabará acumulando gordura porque não está mais queimando essas calorias ingeridas. Por isso, é extremamente importante se manter na atividade física, seja ela qual for.

Além da musculação e do pilates, existem outras atividades que ajudam a tonificar os músculos, como o surfe, a ginástica, as aulas de abominal, as artes marciais, as aulas de circo e também os treinamentos funcionais, que estão fazendo sucesso ultimamente nas academias.

Alimentação

Quem faz exercício precisa tomar muito cuidado com a dieta já que a alimentação saudável é fundamental para a saúde da musculatura. Ou seja, não são só as proteínas que importam, mas também os aminoácidos e os carboidratos, como alertou a nutricionista do esporte Maria Fernanda Pio.

Ela explicou que a ingestão de proteína depende muito do objetivo da pessoa no exercício – se a ideia é manter a massa muscular, é uma quantidade; se a ideia é ganhar massa, outra quantidade. Fora isso, existe uma quantidade mínima de proteína que cada organismo precisa, mas isso varia de pessoa para pessoa, ou seja, quanto maior o volume de treinos e massa muscular, maior deve ser o consumo desses alimentos.

Antes do treino: é bom comer algum carboidrato para proteger os músculos da queima por falta de glicogênio (energia). Ou seja, pode ser uma fruta, como uma laranja, uma maçã ou uma pêra, ou um pão com geleia, por exemplo. Os aminoácidos também são bons e ajudam a diminuir a fadiga muscular, porém a melhor maneira de consumi-los é em cápsulas porque já vêm pré-digeridos – se a pessoa fosse comer uma carne, ela precisaria de 3 horas antes de malhar para fazer efeito.

Durante o treino: o ideal é beber água, de preferência gelada. Os isotônicos só devem ser consumidos, no mínimo, depois de uma hora da atividade física intensa. Uma dica da nutricionista é avaliar se o isotônico é necessário, se pesando na balança antes e depois de se exercitar – se houver perda de mais de 2% do peso, o repositor é preciso; do contrário, somente água ou água de coco já são suficientes.

Depois do treino: é preciso recuperar o que a pessoa gastou, por isso é importante comer algo logo depois da atividade – geralmente, é melhor que seja um carboidrato, como pão, batata ou geleia ou proteína de rápida absorção, como ovos ou queijo branco, além de beber bastante água.

Fonte: G1

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Ressonância Magnética não é o exame definitivo para detectar a causa da lombalgia.


Bertilson BC, Brosjo E, Billing H, Strender LE. Assessment of nerve involvement in the lumbar spine: agreement between magnetic resonance imaging, physical examination and pain drawing findings. BMC Musculoskeletal Disorders 2010,11:202.
Esta pesquisa foi desenvolvida em Estocolmo (Suécia) pela equipe médica de um Centro de Medicina Comunitária e do Departamento de Radiologia do Ersta Hospital.
Este estudo surgiu da observação desses médicos de que os achados do exame de Ressonância Magnética (RM) muitas vezes não correspondiam ao da avaliação clínica em pacientes com compressão nervosa na coluna lombar. Sendo assim, eles tiveram como objetivo da pesquisa verificar a prevalência, sensibilidade, especificidade e valor preditivo da compressão nervosa visível na RM em relação aos achados de envolvimento nervoso detectado no exame físico e desenho da dor.
De fevereiro a setembro de 2004 todos os 123 pacientes que procuraram o departamento de radiologia do Ersta Hospital para fazer RM da coluna foram convidados a participar da pesquisa. Destes, 61 entraram nos critérios de inclusão da pesquisa (idade entre 18 e 80 anos, sem histórico de cirurgia, sem doença fatal, compreensão do idioma sueco, não conhecido do avaliador físico e que tenha feito RM da coluna lombar).
Na metodologia, primeiro o paciente foi solicitado a marcar em um desenho do corpo humano, o local onde ele sentia dor. Esse desenho foi entregue ao examinador, que antes de saber qualquer outra informação, já tinha que preencher um questionário com sua impressão inicial sobre o envolvimento nervoso: sim/não, direito/esquerdo/bilateral, grau 1 ou 2 (grau 2 significa comprometimento mais grave), e provável(is) segmento(s) envolvido(s) na coluna.
O segundo teste foi uma avaliação física estruturada, feita em aproximadamente 30 minutos, por um dos dois autores da pesquisa que têm experiência de 20 anos com medicina ortopédica. A avaliação constou de uma ficha com testes de trofismo, sensibilidade (ao toque e a uma picada), reflexos e função motora, palpação de tender points e vértebras, testes de mobilidade da coluna cervical/torácica/lombar, alongamento neural, compressão/tração cervical e lombar.
A terceira avaliação foi a RM lombar, que foi analisada por dois radiologistas independentes seguindo um protocolo estruturado. Eles preencheram o protocolo duas vezes: antes e depois de ler o histórico do paciente, feito pelo médico que indicou a RM para o mesmo.
A idade média dos 61 pacientes foi de 60 anos, 49% do sexo feminino. Todos (100%) acreditavam que a RM esclareceria a causa do seu desconforto, e 85% estaria disposto a se submeter a uma cirurgia, caso o resultado do exame indicasse a necessidade. O tempo médio do início da lombalgia foi de 14 anos, e 44% referiu desconforto na perna/pé há mais de 2 anos.
A confiabilidade inter-avaliador para a RM foi de moderada a boa nos segmentos L2-L3 e L3-L4, mas de pobre a regular nos segmentos L4-L5 e L5-S1. Não houve diferença entre a avaliação antes e depois dos radiologistas lerem o histórico dos pacientes.
Na RM, 30 pacientes (49%) apresentaram comprometimento nervoso. O segmento mais acometido foi o L4-L5. A patologia discal mais prevalente foi a desidratação discal (93%). A desidratação discal, redução da altura do disco e protrusão discal foram encontradas em mais de 1 segmento em mais de 50% dos pacientes.
No exame físico, o achado mais prevalente foi o distúrbio da função motora (80%) e o menos prevalente foram os distúrbios da sensibilidade ao toque (57%). O segmento mais acometido foi o L4-L5.
No desenho da dor, o padrão de distribuição neuroanatômica de desconforto indicou o envolvimento nervoso originado na coluna em 95% dos casos. O segmento mais acometido foi o L4-L5.
Nos testes de correlação entre os três métodos de avaliação, a compressão nervosa detectada na RM foi mais concordante com o desenho da dor do que com o exame físico. Mas quando se tratou do segmento L4-L5 e L5-S1, o teste que concordou mais com a RM foi o de sensibilidade ao toque nos dermátomos.
Com relação à sensibilidade dos testes, foi encontrado que a presença de achados de envolvimento nervoso nos testes do exame físico e no desenho da dor confirmados na RM variou de 10 a 20% (dependendo do teste). Isso significa que apenas 10 a 20% das vezes em que foi encontrado envolvimento nervoso lombar nos testes físicos e avaliação do desenho da dor, isso foi confirmado pela RM.
Com relação à especificidade dos testes, foi encontrado que a ausência de achados de envolvimento nervoso nos testes de exame físico e no desenho da dor confirmados na RM variou, na média geral, de 85 a 92%, dependendo do teste e do segmento analisado. Mas no segmento L4-L5, esse valor variou de 61 a 77%. Isso significa que, para o segmento L4-L5, em 23 a 39% dos casos em que os testes físicos e a avaliação do desenho da dor encontraram que não havia envolvimento nervoso, a RM encontrou envolvimento nervoso.
O valor preditivo positivo (VPP) é a proporção de verdadeiro positivo entre todos os indivíduos com teste positivo. A média do VPP para os segmentos entre T11 e S1 variou de 18 a 42%. Mas no segmento L4-L5 variou de 22 a 78%. Isso significa que a probabilidade de um paciente diagnosticado com envolvimento nervoso na RM ter a confirmação dos demais testes variou de 22 a 78% no segmento L4-L5.
O valor preditivo negativo (VPN) é a proporção de verdadeiro negativo entre todos os indivíduos com teste negativo. A média do VPN para os segmentos entre T11 e S1 variou de 56 a 83%. Mas no segmento L4-L5 variou de 28 a 56%. Isso significa que a probabilidade de um paciente diagnosticado sem envolvimento nervoso na RM não ter o problema em todos os outros testes variou de 28 a 56% no segmento L4-L5.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que o envolvimento nervoso visível na RM é significativamente menos prevalente e pouco concordante com o exame físico e os achados baseados no desenho da dor. Em outras palavras, o exame físico e os achados pelo desenho da dor do paciente não suportam a tese de que a RM seja o método diagnóstico de escolha para detectar envolvimento nervoso originado na coluna vertebral.
A baixa sensibilidade (10 a 20%) da RM para detectar envolvimento nervoso em pacientes com testes neurológicos positivos significa que, na grande maioria dos casos, o problema identificado na clínica não é confirmado na RM. Neste estudo, 100% dos pacientes acreditavam que a RM (finalmente) explicaria a causa da dor que já durava, em média, 14 anos, mas aproximadamente metade dos pacientes receberam o diagnóstico de nenhum envolvimento nervoso na coluna lombar visível na RM. Isso leva o clínico a considerar o problema do paciente como sendo de origem “não-específica”, e encaminhar o paciente para tratamentos paliativos ou psicoterapêuticos.
Os autores sugerem algumas possibilidades para a baixa concordância entre os resultados da RM e os outros testes: 1) o paciente realiza o exame de RM deitado, o que alivia a pressão nos discos e pode dar a falsa impressão de não-envolvimento nervoso; 2) hérnias de disco anteriores podem deixar sequelas por muito tempo, e isso pode ser interpretado como falso envolvimento nervoso pela RM; 3) citocinas inflamatórias provenientes de discos lesionados, instabilidade funcional associada a protrusão discal e restrições causadas por lesões disco-ligamentares podem provocar dor irradiada com comprometimento nervoso na coluna, e muitas vezes isso não é detectável na RM; 4) achados menores na RM (como desidratação, redução da altura e protrusão discal) talvez possam ser consideradas causas potenciais de envolvimento nervoso.
Por fim, os autores concluem dizendo que “um exame físico e uma análise do desenho da dor na avaliação das disfunções lombares, principalmente em pacientes com sintomas ‘invisíveis’ à RM, podem indicar que esses sintomas são menos ‘inespecíficos’ ou menos psicossomáticos do que se acreditava até então, e que os pacientes podem precisar de tratamento específico para o envolvimento nervoso”.
Responsável: Ft. Ms. Jailson Ferreira
Fonte:

http://fisioterapiamanual.com.br/fisioterapia-cientifica/2012/11/08/a-ressonancia-magnetica-nao-e-o-exame-definitivo-para-detectar-a-causa-da-lombalgia/

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Estudos apontam que não há correlação entre tamanho da hérnia de disco e seus sintomas


Imagens não podem determinar a  necessidade de cirurgia!!!!
Antes de se submeter a uma cirurgia, opte por um bom tratamento conservador.  
Estudos apontam que não há correlação entre tamanho da hérnia de disco e seus sintomas.
Acompanhe os estudos apresentados abaixo:

Modic et al.(1995) não observaram relação de dor e incapacidade com o tamanho do disco herniado, comportamento ou tipo de hérnia. Matsubara et al. (1995), ao relatarem sobre 32 pacientes de disco lombar herniado tratados conservadoramente observaram em estudos por Ressonância Nuclear Magnética (RNM) repetidos feitos na fase aguda, aos 6 e 12 meses após apresentarem as seguintes reduções da área transeccional do tamanho do canal vertebral da herniação, que:

  • a RNM original mostrou que o canal vertebral ocupado pelo disco herniado era 32%, 29% seis meses após e 25% um ano após.
  • O tamanho da herniação do diosco havia diminuido 20% em 34% dos pacientes, de 10 a 20% em 28% dos pacientes e permaneceu inalterado em 38% dos pacientes após 1 ano.
  • Sintomas e sinais não estão relacionados com o grau de redução da herniação do disco.
Imagens não determinam o tratamento ou a necessidade de cirurgia.

Gonski (1995) relata que a imagem não decide o tratamento a ser empregado em cas de hérnia. Observações clínicas não evidenciaram que imagens de RNM determinam se a cirurgia é indicada.
Boos et al. (1995) observaram que:
  • 96% dos pacientes com sintoma de dor lombar e/ou ciática apresentaram evidências de herniação do disco ao exame de RNM (o que já era esperado)
  • Entretanto, 76% dos pacientesassintomáticos mostraram tambémuma herniação do disco na coluna lombar ao exame de RNM.
Fonte: J.M.Cox.- Low back pain- mechanism, diagnosis and treatment (Dor lombar- mecanismo diagnóstico e tratamento). Ed. Manole, 6 edição